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Pensamentos e Ansiedade- Que relação?

Atualizado: Mar 28


Passamos muito do nosso dia-a-dia, da nossa semana, da nossa vida a pensar e ainda bem. A verdade é que pensamos sobre coisas, acções e decisões mais simples, outras, mais complexas. Somos bombardeados com muitos tipos de pensamentos, involuntários, rápidos, automáticos, por vezes nem damos conta.

A realidade é que quando pensamos algo, surge uma emoção e daí uma reacção, um comportamento.

Se pensarmos, por exemplo que a reunião que vamos ter, a entrevista de emprego, o teste, um contexto ou outra situação vai correr mal, é provável que fiquemos ansiosos, mais do que o normal, com medo. Se pensarmos que vamos correr perigo numa determinada situação, o nosso corpo manifesta-se, tem uma resposta fisiológica que pode ser o aumento do batimento cardíaco e provavelmente sentimos medo e ansiedade. Mas, atenção, a ansiedade em dose q.b. é normal, é essencial e protege, é uma reacção natural ao perigo, a uma situação de ameaça.

Mas será que tudo aquilo que pensamos, realmente acaba por acontecer? Será que todos os nossos pensamentos correspondem a uma avaliação realista e racional?

A verdade é que não são as situações, os contextos que determinam o modo como nos sentimos, mas sim a forma como interpretamos e avaliamos a situação, a forma como pensamos a situação.

Aquilo que pensamos nem sempre corresponde à realidade, não são factos, não têm evidências, são por vezes adivinhações que fazemos do futuro, afinal como podemos ter a certeza que algo que ainda não aconteceu vai correr mal.

Tratam-se apenas de meras hipóteses que podem ser verdadeiras ou falsas, acontecer ou não. A interpretação que fazermos de uma situação determina e condiciona aquilo que sentimos e naturalmente o nosso comportamento, mas é certo que regra geral é mais fácil termos consciência dos nossos sentimentos e emoções e muito mais difícil identificar de forma concreta os nossos pensamentos.

Alguns desajustes, transtornos e problemas mentais e psicológicos, ansiedade, depressão, fobias e outros estão precisamente associados ao modo disfuncional, desadaptativo e irrealista do nosso modo de pensar, uma forma de pensar que efectivamente faz sofrer e que na realidade se traduz no nosso corpo, com sintomas que afectam a nossa saúde física, mental e comprometem a nossa funcionalidade.

Em alguns quadros e situações, o poder daquilo que pensamentos afecta de forma tão negativa a vida que por vezes evitamos mesmo fazer determinadas coisas, estar em certos contextos, ou seja, a ansiedade passa a dominar muito a nossa vida e a impedir que tenhamos experiências até agradáveis.

Quando a ansiedade passa a ter este poder no nosso dia a dia, na nossa funcionalidade, no nosso bem estar é necessária uma intervenção especializada que ajude a pessoa a reestruturar o seu processo de pensamento, a corrigir, a avaliar de forma mais realista as situações, a desenvolver estratégias que contribuam para a sua funcionalidade, a sua satisfação com a vida, a sua saúde mental.

Esperar que passe nunca é a melhor solução! Os custos no presente e no futuro podem ser altos!

Sónia Serrão Psicóloga Clínica




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