E quando não passa? Depressão na Infância e Adolescência
- soniaserrao9
- há 2 dias
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É comum e naturalmente bem-intencionado quando os pais, professores, cuidadores, famílias, os adultos dizem às crianças e adolescentes frases como “isso vai passar, daqui a pouco tempo vais ficar bem”, na verdade é o seu desejo mais autêntico e profundo

que os seus filhos fiquem bem.
E na verdade muitas vezes passa, são períodos transitórios em que as crianças e adolescentes podem sentir-se mal, mais tristes, mais desmotivados, mais zangados e irritados.
E quando não passa…
Mas na realidade às vezes não passa, estas coisas persistem no tempo e começam a interferir no funcionamento da criança e adolescente, a comprometer o seu dia a dia e aqui o olhar tem de ser diferente e especializado.
Sinais de alerta Depressão
· Choro frequente, sem razão aparente
· Lentificação motora, perda de energia, cansaço frequente
· Desinteresse em brincar, perda de interesse e prazer em atividade que antes eram gratificantes
· Isolamento social, olhar triste persistente e apatia.
· Explosões emocionais, maior irritabilidade e agressividade, maior incapacidade para lidar com a frustração, impulsividade e ansiedade
· Diminuição da autoestima, pessimismo, pensamentos negativos de auto desvalorização, inutilidade, desesperança e culpa excessiva.
· Alterações nos padrões de sono e alimentação
· Sentimento de sentir que tudo se tornou mais difícil
· Dificuldades de concentração, diminuição do rendimento escolar
· Queixas físicas mais frequentes sem causa médica esclarecida
· Maior isolamento no quarto
· Maior preocupação com foco quase exclusivamente negativo em relação corpo, peso ou aparência.
· Desmotivação e desinteresse quase generalizado.
Apesar de muitos destes sintomas e sinais poderem ser normais, no enquadramento de determinados momentos, situações e episódios da vida das crianças e adolescentes, é necessário estarmos atentos, despistar, avaliar e intervir precocemente.
É essencial estar atento à persistência no tempo, à duração, frequência e intensidade destes sinais e o seu impacto na vida das crianças e adolescentes.
Na dúvida, mais vale prevenir e procurar ajuda especializada.
Sónia Serrão - Psicóloga Clínica




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