Dia Europeu da Depressão

Hoje, 4 de outubro, assinala-se o Dia Europeu da Depressão, este ano com o tema “Stop Depression: Throwing Light on a Dark Problem”, deixa-nos um desafio particularmente importante, o de trazer luz à depressão, tornando mais visível uma condição que continua, demasiadas vezes, a ser vivida em silêncio. Falar de depressão é também combater o estigma, reconhecer precocemente os sinais, facilitar o acesso a ajuda profissional e desconstruir mitos, a depressão não é preguiça, falta de vontade, falta de força, nem vai durar para sempre.É muito mais do que estar triste ou desanimado durante alguns dias, trata-se de uma condição de saúde mental que pode afetar profundamente a forma como uma pessoa pensa, sente e funciona nas diferentes áreas da sua vida, com impacto significativo na sua qualidade de vida.
E na adolescência?
Falar de depressão na adolescência é particularmente importante porque esta é uma fase de profundas transformações e algumas mudanças podem ser interpretadas como próprias da idade, mas nem tudo é “da idade” ou “apenas uma fase”.A depressão na adolescência nem sempre se manifesta apenas através da tristeza, pode também expressar-se através de irritabilidade ou mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse ou prazer, alterações no sono ou no apetite, dificuldades de concentração, quebra no rendimento escolar ou sentimentos de inutilidade.Neste sentido, quando olhamos para o comportamento de um adolescente, importa procurar compreender o que mudou e estar particularmente atentos a três dimensões, a persistência, a intensidade e o impacto, mudanças persistentes, intensas ou com impacto significativo na vida do adolescente merecem uma atenção diferenciada.Família, escola, amigos, profissionais de saúde e outros adultos de referência podem desempenhar um papel fundamental na identificação destas mudanças, na escuta e na procura de apoio em tempo útil.Neste Dia Europeu da Depressão, é fundamental reforçar a mensagem de que não precisamos de esperar por uma crise para agir e procurar ajuda, que as pessoas que estão deprimidas também riem, trabalham ou estudam todos os dias. Na verdade, muitas das pessoas deprimidas fazem parecer que está tudo bem, o seu sofrimento muitas vezes não é visível aos outros e é vivido em silêncio. É preciso criar tempo e espaço para que a pessoa possa dizer algo, pode começar com um simples, como estás, como te tens sentido, mas dar tempo ao outro para responder, às vezes as respostas demoram.Nem todo o sofrimento é visível, por isso, perguntar, como estás ou como te sentes e dar tempo à resposta, as respostas às vezes demoram.
É essencial estar verdadeiramente disponível para ouvir aquilo que tantas vezes é vivido em silêncio, este passo é valioso porque ser escutado e compreendido pode abrir caminho ao apoio, à mudança e à esperança.




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